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Pesquisadora ouro-pretana lança catálogo sobre reinados negros e destaca memória e afirmação coletiva

  • Foto do escritor: Daniel Marcos
    Daniel Marcos
  • 3 de mai.
  • 2 min de leitura

Catálogo “Reinados Negros de Ouro Preto” destaca cultura afro-brasileira, trajetória acadêmica e impacto das políticas públicas na formação de pesquisadora negra


A pesquisadora ouro-pretana Sidnéia Francisca dos Santos lançou o catálogo Reinados Negros de Ouro Preto, publicado no projeto Passados Presentes. A produção vai além de um conteúdo institucional e se consolida como um manifesto de conquista, memória e afirmação coletiva.


Assinado por uma pesquisadora negra reconhecida por sua atuação firme na valorização da negritude em Ouro Preto, o trabalho é resultado de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), por meio dos grupos de trabalho “Emancipações e Pós-Abolição” e “Passados Presentes em Minas Gerais”, juntamente com o PPGHIS/ICHS e o NEABI UFOP.


Os grupos se dedicam ao estudo das populações negras, indígenas e de outras minorias sociais, com foco no período pós-abolição até os dias atuais. No doutorado, Sidnéa Francisca direciona sua pesquisa aos reinados negros, estabelecendo conexões entre as tradições de Ouro Preto e as manifestações culturais da cidade de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha.

capa de patrocinadores do projeto

A obra integra um projeto financiado pelo CNPq, com apoio do coletivo OuTro Preto/Mina Du Veloso , a AMIRei (Associação Amigos do Reinado)e a parceria com a Vellozia Filmes.


A pesquisadora destaca a importância das políticas públicas como fundamentais para viabilizar pesquisas dessa natureza. “Esse livro é parte do resultado de um trabalho que envolve memória, etnografia e a resistência das festas de reinado negro em Minas Gerais”, afirma.


Mulher preta, pobre e periférica, Sidnéa ressalta que sua trajetória acadêmica até o doutorado só foi possível graças a políticas públicas, como o sistema de cotas nas universidades brasileiras. No mesmo caminho, sua prima, Fabiana Lesse, também segue na carreira acadêmica na área da Química. Juntas, serão as primeiras doutoras da família — um marco de forte significado social para a população negra de Ouro Preto.


 
 
 

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