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Antigo Morro de Santa Quitéria, a praça que viu a República nascer antecipou em séculos a praça dos três poderes em Brasília

  • Foto do escritor: Daniel Marcos
    Daniel Marcos
  • 18 de abr.
  • 2 min de leitura


Antigo Morro de Santa Quitéria A praça que viu a República nascer antecipou em séculos a praça dos três poderes em Brasília
Antigo Morro de Santa Quitéria A praça que viu a República nascer antecipou em séculos a praça dos três poderes em Brasília

Por: Izadora Silva e Daniel Marcos


A história da Praça Tiradentes de Ouro Preto MG remete a um passado de levantes e glórias de um povo.


Um cartão postal de 1892, encontrado no Arquivo Público Mineiro, revela a Praça Tiradentes um ano após a queda do Império — com monumentos e a mesma alma de sempre.


Apenas três anos de República, Ouro Preto ainda era a capital de Minas Gerais, e a Praça Tiradentes — o coração da antiga Vila Rica — na imagem o cotidiano retratado de uma cidade que carregava a marca de uma das *maiores revoltas da história brasileira.


O cartão postal é uma janela aberta para um mundo que, em muitos aspectos, ainda reconhecemos: os mesmos sobrados barrocos, a mesma Câmara imponente ao fundo, as mesmas montanhas verdes recortando o céu de Minas.



O que chama atenção imediata é a Coluna Saldanha Marinho ao centro — primeiro monumento de homenagem aos inconfidentes - acompanhando a estátua de Tiradentes que conhecemos hoje, inaugurada somente em 1892. Ali, naquele pedaço de pedra, confluíam as histórias da colônia, da Inconfidência e da euforia ainda incerta da República recém-proclamada.


Ao fundo, a Câmara e Cadeia Pública, construída entre 1784 e 1846. O edifício foi transformado, em 1944, no Museu da Inconfidência — o mesmo que hoje guarda as ossadas de alguns inconfidentes. Em 1892, porém, ele ainda cumpria funções administrativas da cidade.


Dois anos depois, em 1897, a capital mineira seria transferida para a recém-construída Belo Horizonte, deixando Ouro Preto à sua memória e à sua beleza.


O brasão de Ouro Preto no canto superior esquerdo do cartão — com os dizeres em latim "PROETIOSUM AVRVM NIGRVM", que significa "Precioso Ouro Negro". Esta frase foi alterada em 2005 para substituir a antiga expressão "Pretiosum tamen nigrum" (Precioso, ainda que negro) - atendendo a pedidos contra o teor discriminatório da palavra adversativa anterior.



Bom feriado!

 
 
 

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